Poemas da Caminhada - Lúcia Constantino
O canto da alma é a única coisa que fica. E o que dele fizermos...
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20/01/2008 13h54
Espírito e Corpo, por Rick Steindorfer
Espirito e corpo

Ser é uma questão de opção em nossa vida, ter também. Ser é algo que levamos pela eternidade, ter pela vida física. O infinito ultrapassa o finito que faz parte dele, e o representa, pois nele cabem tantos daquele que o torna incomensurável a cada tentativa de medi-lo usando o finito como exemplo ou parâmetro.

Quando transcendo a minha essência sou mais intenso, mas concomitantemente tenho mais responsabilidade. Posso mais, sei mais, mas também respondo mais e daí vem o risco que afasta muito gente da vontade de crescer. Mas o único caminho que temos na vida é este, pois a inércia é parte apenas da matéria, o espírito é movimento.

Movimento significa pensamento, energia, sentimento, vida. Tolo é aquele que acredita que viver é juntar coisas, pois o que se junta aqui fica aqui, pois pertencem apenas ao mundo material que a tudo no orbe governa e jamais permite que algo seja levado. Daí a grande necessidade do desapego ainda aqui, em vida.

Unamo-nos então em torno desta idéia. Vamos buscar o nosso crescimento na ciência de que somos espíritos reencarnados. Vivemos a nossa vida em corpos no mundo na busca pelo conhecimento, despertando dentro de nós a nossa consciência, fortalecendo a nossa fé, lidando com corpo, mente e espírito pelo amor.
Rick Steindorfer

http://www.recantodasletras.com.br/redacoes/821877

Rick Steindorfer
Publicado no Recanto das Letras em 17/01/2008
Código do texto: T821877

Publicado por Lúcia Constantino
em 20/01/2008 às 13h54
 
18/01/2008 11h51
TU (Um poema maravilhoso) - autora: Esperança



(autor: Esperança)

Chegaste suavemente, como a brisa da manhã...
(Enquanto aparecia , teimosa, no céu,
  Uma estrela, perdida, que andava ao léu...)

Chegaste, amor: não bateste na porta
Porque esta se abriu ao ouvir os teus passos.
Entraste, sorriste... que meigos abraços!

Chegaste a mim... eu tanto esperava!
Há tempos e tempos que eu te buscava
Mas tu não querias, não vinhas me ver...
 
           (Meu cabelo era lindo! Agora tem neve!
           Demoraste tanto! E a vida é breve!
           E o corpo era rijo: agora, a tremer...)

           Beleza se foi nesta longa espera...
           E a juventude... veloz como fera!...
           Agora é outono... Mas quero viver!!

Renasce a alegria: te quero ao meu lado,
Embora o “Impossível” nos seja fadado:
Andar ao teu lado não posso querer!

Minh’alma te busca: no sonho é alegria!
És sonho de um sonho!... A casa está fria!
E a porta se fecha ao entardecer...

Eu sofro contigo e me alegro contigo.
Teu sonho é o meu! Tu sonhas comigo?...
Não reclamo de nada: fizeste-me Ser!...

E assim como sombra, te sigo, apagada,
Brilhando no escuro, à vida apegada,
Pra sempre esperar no “Impossível” viver...

Ficar do teu lado, repartir os momentos
Tão breves! Tão longos nos sentimentos.
Sentir que jamais eu vou te esquecer...

E desses momentos fugazes, ligeiros,
Que voam e escoam no meio dos dedos
Sofrer a saudade do “nunca poder”:

Andar pela rua, nós dois, namorados
Sentindo as delícias... Viver abraçados
No amor que é divino! E tê-lo a esconder!!...

Rogar que meus olhos não falem de amor
Pra jamais te ferir ou te causar dor,
Vestindo silêncio... e sobreviver!

Saber que contigo, estar ao teu lado,
É coisa impossível, é o “sempre esconder...”

Esvaindo-se a vida:  sozinha morrer!...

                 ....................................................

 http://www.recantodasletras.com.br/poesiasdeamor/819255

 

ESPERANÇA
Publicado no Recanto das Letras em 16/01/2008
Código do texto: T819255

Publicado por Lúcia Constantino
em 18/01/2008 às 11h51
 
17/01/2008 10h49
CANÇÃO DO NOIVO (belíssima !!!), poema de Vaine Darde



CANÇÃO DO NOIVO

(canta: Chico Saratt)


Letra: Vaine Darde
Música: Sabani Felipe de Souza
Festival Reponte da Canção de São Lourenço

Cerração desceu do cerro
vestiu de noiva a aurora,
eu tenho andado nublado
desde quando foste embora.

Casuarina despertou
com violinos nupciais,
se eu não noivar contigo
não me caso nunca mais.

Fiz um mate apaixonado
com cidró e hortelã,
vesti um poncho de nuvens
e me perdi na manhã.

         Outra vez o sol desfez
        o enxoval da cerração,
        se não noivares comigo
        vou casar com a solidão.

Enfeitei a casa vaga
com gerânios e camélias
e a névoa me trouxe véus
pras cortinas das janelas.

Desfolhei rosas vermelhas
que colhi por toda parte,
ficou uma colcha de pétalas
abandonada no catre.

O dia desconsolado
nublou o campo e a cidade,
desde quando me deixaste
fiquei noivo da saudade.
(Vaine Darde)
Publicado no Recanto das Letras em 13/01/2008
Código do texto: T815685

http://www.recantodasletras.com.br/letras/815685
Publicado por Lúcia Constantino
em 17/01/2008 às 10h49
 
05/01/2008 19h17
Poema (Homenagem) do Poeta Zé Albano

 

Homenagem a LUCIA CONSTANTINO

 

Neste desfile...cada qual tem seu perfil: -


Luz e prece na vida de uma flor
Um desejo na reflexão do buscador
Cântico à lua, na paisagem matinal.
Ideal percurso, o poema e o amor
A fonte da canção de alma, bem sensual.

Caixinha de música ao entardecer
Ouve-se dela, o cântico de uma saudade
Na palma da mão, o aroma sublime de mulher.
Seiva, a luz de um olhar a prece da amizade.
Tudo tenho! Sagrado amor ao anoitecer,
Além da esperança, a mágica presença
Num voo silencioso, o caminho que tem que ser.
Toda a ascensão de uma vida na crença,
Imitaria eu, o mestre do amor
Num canto, em noite negra até ao amanhecer
Os silêncios, servem de presente ao meu vigor.

 http://www.recantodasletras.com.br/acrosticos/802636

 

Zé Albano

Publicado no Recanto das Letras em 04/01/2008
Código do texto: T802636

 

Publicado por Lúcia Constantino
em 05/01/2008 às 19h17
 
29/10/2007 11h05
Rosa Humana (Sônia Ortega)
ROSA HUMANA
 
"Se toda palavra for canção Nossa boca será, sempre, um colibri Beijando as rosas humanas nesta existência breve."
 
               Edson Gonçalves Ferreira
 

Apassarinhei-me, sou colibri
Beijo-lhe as mãos, suas santas mãos,
para que elas continuem mudando nosso
viver:  em versos, em prosas, em rosas...
Beijo-lhe a face para que sintas
o sabor da canção que meus lábios
cantam para alegrar suas manhãs,
Beijo-lhe o coração,
para sentir o pulsar da vida;
Beijo-lhe os pés para caminharmos
juntos..alçando vôos
Beijando as Rosas Humanas
que a vida nos dá de presente.
Você tão presente, deixas tanto
de ti em mim.
 
 
Publicado por Lúcia Constantino
em 29/10/2007 às 11h05
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