Poemas da Caminhada - Lúcia Constantino
O canto da alma é a única coisa que fica. E o que dele fizermos...
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28/02/2009 00h35
OLHAI OS LÍRIOS (Lúcia Constantino)
Não se pode ver o bem o horizonte
nem os frutos das árvores,
nem os lírios dos campos,
nem as águas silenciosas das espumas vivas
que caem dos céus sobre as margaridas...
se somente nos querermos
demasiado, tanto e tanto
que só nos enxerguemos como sábios,
como deuses, como santos.
 
De que é feita a vida, senão dessa terra
mãe da paz, do amor, da alegria?
Aquele que somente enaltece a si mesmo
isola-se por conta própria para consumir-se
na solidão de sua cidadela vazia.
 
Não há a pequena côrte de nós mesmos.
Não há uma estrela sozinha brilhando no céu.
Somos também planetas, galáxias.
Todos, sem exceção, somos iguais.
Não é melhor o meu, nem o teu.
A perfeição somente é inerente
a uma Consciência Maior.
Chame como quiser.
Ou Deus.


foto: http://flowersofhappinessandpeace.ning.com


(Direitos autorais reservados).
 
 
Publicado por Lúcia Constantino
em 28/02/2009 às 00h35
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25/02/2009 10h22
TODOS OS MEUS SERES (de Concha Rousia)

Cruzei o mar e meu cabelo
ondulou-se para sempre

Estiquei os braços e senti
que me nasciam plumas
e o ar as elevava ao céu

Fechei os olhos e neles
pousaram-se as estrelas

Andei descalça pela relva
e a terra deu-me raizes
e contou-me que eu sou dela.


 - Concha Rousia

foto: imagem pesquisada no Google

http://www.recantodasletras.com.br/visualizar.php?idt=1456202

Publicado por Lúcia Constantino
em 25/02/2009 às 10h22
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24/02/2009 23h28
ALÉM DO ARCO-ÍRIS (de Luiza Francisca)

Em algum lugar além do arco-íris
existe tua névoa radiante de luz.
Sei que existes, pois sinto tua presença
a desencantar ausências neste por-de-sol.

Em algum lugar além do arco-íris
existe um pote de ouro que se chama
tesouro do meu coração.

Diviso teu ser etéreo que se aproxima,
após a fina chuva deste entardecer.

A chuva se cala, aguardando a fala
dos teus olhos,
que enobrece a minha alma
e me enlaça numa saudade
de um tempo que ainda não é vindo,
mas que espero que cruze
os céus do meu viver.


 - por Luiza Francisca
foto:  www.olhares.com

http://www.recantodasletras.com.br/poesiasdeamor/846932

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20/02/2009 22h13
LÍRIO DO CAMPO (Lúcia Constantino)
Este lírio do campo
não esteve aqui o mês inteiro.
Surgiu agora
no final de novembro.

É de um rosa diferente,
talvez um lilás profundo.
E tem rosto de anjo
surpreendido no mundo.

Seus outros companheiros
de igual bíblica beleza
têm portes de jardineiros
e olhos de pálidas estrelas.

Proféticos, sagrados.
Flores que, um dia, Deus aspirou
para se sentir amado.

Ó lírio amante,
nascido daquela aurora.
Hoje talvez Deus te repense
e chore.


(Direitos autorais reservados. Lei
9.610 de 19.02.98)

Foto: imagem pesquisada no Google
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em 20/02/2009 às 22h13
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20/02/2009 20h02
Queria compreender (Lúcia Constantino)

.... ah, quem me dera compreender
os "pobres"  de espírito interior.
Seu pensar, seus sonhos.
Sonhos de ouro e glórias.
As inuteis glórias do mundo!
Suas vidas são como poeira do chão
que um vento carrega pra lá e pra cá
e seus rostos brilham por trás de falsos letreiros
e refletem aquele brilho falso das esferas menores
onde o espesso e verdadeiro eu jamais é encontrado.
Tenho compaixão pelo sentenciados
aos abismos da idolatria, do egocentrismo.
Do pão que comem cru a cada novo dia
pois querem antecipar a hora da colheita,
sem aos menos terem tido a participação de suas mãos
no revolver da terra sagrada.

À palavra soberba, ao rosto enfeite moldado
em falsos brilhantes,
desejaria oferecer para um clarão de dia
nas trevas, lírios do campo, cordeiros pastando,
crianças brincando de roda ao luar,
porta-retratos com flores e pássaros,
um quadro de Matisse,
uma formiga carregando uma pétala,
um luar de agosto cheio de pirilampos,
nuvens no céu
e um ocaso num mar de nuvens esmeraldas
para que se conscientize
que o verdadeiro e único brilho
é aquele que dinheiro nenhum compra
é o afeto e reverência pela vida,
que Deus doou ao coração humano
como o seu único e maior tesouro.

                          - Lúcia Constantino

Publicado por Lúcia Constantino
em 20/02/2009 às 20h02
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