NOTURNO DE OUTUBRO
É a hora sexta talvez.... a hora nona...
É o relógio comovido, números que sangram.
Confundem-se todas as fontes de lágrimas.
Rostos precisam ser libertos das noites sem vento,
sem lua, sem esperança.
Irrefletida dança das tremulas rosas nas manhãs.
A sentinela grita para as brumas sobre o mar e
e regressa chorando.
Nada a declarar. Nada a contestar.
Somente mais um sonho entregue ao deserto
do outro lado do mundo.
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