Poemas da Caminhada - Lúcia Constantino
O canto da alma é a única coisa que fica. E o que dele fizermos...
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UM TEMPO PARA PENSAR

 

I

 

Estou contando as flores.

Quero fazer da minha casa

um vaso.

 

II

 

 

Esqueci meu arco-íris 

naquele dia cinzento. 

Enrolou as cores e pintou o vento.

 

III

 

Sem ser primavera nem inverno

desceu minha alma 

na estação do eterno.

 

IV

 

Galhos cortados do meu jardim,

lembram-me lenços sagrados

das flores que choram em mim

 

V

 

Prisioneira dessa alma errante,

colho rosas e espinhos

me perguntando o que vem mais adiante.

 

VI

 

Nas flores que a terra gera,

reencontro meu rosto.

E a alma, em cada luar de agosto.

 

VII

 

Paz Profunda nas janelas.

O céu não manda sinais.

Apenas essas estrelas me são leais.

 

VIII

 

Boa noite, meu mar sorri.

Bom dia, meu sol renasce.

A vida que já vivi é a minha prece.

 

 

 

 

 

 

 

Imagem Google

 

 

Lúcia Constantino
Enviado por Lúcia Constantino em 13/10/2026
Alterado em 13/10/2026
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