Na calada do coração,
a gente espia pela réstia de luz.
Há o que chega e o que parte.
Voo que perpassa os dias, transcende.
E as vezes ascende pela respiração ferida.
São os passos da vida.
O coração espelha essa luz do olhar
quando não há vizinhos,
só o sonho puro - realizado ou destruido
pelos ardis do caminho.
Uma casa fechada, um jardim morrendo,
O vento uivando, sofrendo, sendo,
e o que também no deserto germina
só pelas águas dos olhos vivendo.
Não escreverás o tempo de sorrir
nem o tempo de chorar
sem lembrares dos séculos de sentimentos
que te ensinaram a se libertar.
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