Almas Paralelas
Chove e ventos
e a gente sente o acampamento da alma tremer.
Parece que escalamos cordilheiras e o frio é eterno.
A névoa envolve o silêncio dos sentidos
e eu caminho tateando a estrada sonhada
que se distancia das minhas pegadas...
subir é dificil, parar é congelar...
as trilhas ameaçadoras não dão as chaves,
não nos seguram pelas mãos,
não nos devolvem sorrisos nem suplicas.
Elas tem seus mistérios e encantos
que nunca aprendi a decifrar.
As noites sao canto de Deus em surdina
e os dias são seus chamados para a batalha.
Mas o escudo da percepção ainda é fragil demais.
e a consciência ainda dorme nas vésperas.
As terras de Shamballa estão por demais distantes
e invioláveis nos planos etéreos.
Eu me devolvo a mim mesma
no café da manhã,
no ouvir a chuva que cai,
no olhar esse horizonte todos os dias
e ao consolar essa outra que luta e chora
a saudade dos seus séculos desconhecidos.
Imagem: Google