Poemas da Caminhada - Lúcia Constantino
O canto da alma é a única coisa que fica. E o que dele fizermos...
Capa Meu Diário Textos Áudios E-books Fotos Perfil Livros à Venda Livro de Visitas Contato

Almas Paralelas

 

 

Chove e ventos

e a gente sente o acampamento da alma tremer.

Parece  que escalamos cordilheiras e o frio é eterno.

A névoa envolve o silêncio dos sentidos

e eu caminho tateando a estrada sonhada

que se distancia das minhas pegadas...

subir é dificil, parar é congelar...

as trilhas ameaçadoras não dão as chaves,

não nos seguram pelas mãos,

não nos devolvem sorrisos nem suplicas.

Elas tem seus mistérios e encantos

que nunca aprendi a decifrar. 

As noites sao canto de Deus em surdina

e os dias são seus chamados para a batalha.

Mas o escudo da percepção ainda é fragil demais.

e  a consciência ainda dorme nas vésperas.

As terras de Shamballa estão por demais distantes

e invioláveis nos planos etéreos.

Eu me devolvo a mim mesma

no café da manhã,

no ouvir a chuva que cai,

no olhar esse horizonte todos os dias

e ao consolar essa outra que luta e chora

a saudade dos seus séculos  desconhecidos.

 

 

 

 

 

Imagem: Google

Lúcia Constantino
Enviado por Lúcia Constantino em 04/03/2026
Alterado em 05/03/2026
Comentários