No jardim de Freud
Parece que foi ontem.
Não foi.
Há uma pequena fresta no vitral.
Vejo o pranto do vale,
o que não vale ainda na névoa.
O que dorme em forma de sol.
Ainda pesam as ausências,
as soleiras sem tapetes,
o abandono nos crepúsculos.
A sede se cumprindo nas asas feridas,
entrecortadas as reservas pra vida...
Não gritem que o encantamento se cala.
Não quero o silêncio do jardim das falas.