Velho ano, gratidao.
No meu sono profundo
não há fábulas.
Houve dias feridos,
picadas dolorosas de sorrisos
(que achei amigos)
formas de estrelas que trouxeram mágoas.
E na face de um deus
uma rosa, perfeita,
desabrochava num tempo de chagas.
Levo no coração
os ventos que nas noites cantam
e confortam os desnudos,
e mentem acalantos
para os que se perdem do mundo.
Meu velho ano, gratidão!
(imagem: Google)