ALI, ONDE TUDO É
Não perdi.
A noite não se acaba na memória.
Nunca.
Eu a lerei no tempo que me favoreceu mais uma aurora.
Eu durmo como as estrelas.
No meio do grande nada.
Voam ondas de pássaros sobre os meus olhos.
Esparjem meus principios sem finais.
Na margem da vida ali, quem sabe pode fluir o mel.
Raios, vendavais, no lar de preces torrenciais.
Eu me persigno.
Filha do mar. Enlutada de luar.
Epifanicos dias para se esquecer de sombras.
Sobrar.
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