OMBROS
Ombros, ombros.
Os galhos da árvore, ninhos.
As almas que servem, que se perdem,
que se encontram.
Nas profundezas, o fio d'água respira.
Atinge os ombros,
Alaga os vales. Produz. Sorri para a luz.
Deixo-me vagar pelos talos quebradiços
de palavras que sorriem "sob águas turvas".
Estou na memória da colina, do sol sobre o mar.
Estou na vida. Na angústia acordada,
na decepção adormecida.
Não quero o remédio das palavras,
nem horas perdidas. Estudo.
Tronos e sonhos são ondas falsas
e vívidas
sobre os ombros do mundo.