Tessitura de Dezembro
As flores de dezembro já dançam nos jardins.
Todo um tempo de palavras vazias vai embora.
No ar, já pressinto esses sinos da gruta como presenças.
A fertilidade do espírito começa a espargir as sementes
sobre cada amanhecer e cada anoitecer.
Nenhuma lágrima nunca é em vão
quando fluiu da fonte da alma.
Nenhum desejo de paz, de esperança,
de fraternidade é falso
quando tecido pela inocência
e pela verdade que nasce apenas
e tão somente do coração.
Nenhum caminho será aberto
que não seja pela mesma luz que ilimina eu, você
e todas as galáxias e todos os universos.
Todos os ventos da vida de cada dia
não apagam a luz da alma
que, em meio à escuridão dos tempos,
já sinaliza a gruta
na senda das Grandes Estrelas.
(Imagem: Google)