Poemas da Caminhada - Lúcia Constantino
O canto da alma é a única coisa que fica. E o que dele fizermos...
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Tessitura de Dezembro

 

 

As flores de dezembro já dançam nos jardins.

Todo um tempo de palavras vazias vai embora.

No ar, já pressinto esses sinos da gruta como presenças.

A fertilidade do espírito começa a espargir as sementes

sobre cada amanhecer e cada anoitecer.

Nenhuma lágrima nunca é em vão

quando fluiu da fonte da alma.

Nenhum desejo de paz, de esperança,

de fraternidade é falso 

quando tecido pela inocência 

e pela verdade que nasce apenas

e tão somente do coração.

 

Nenhum caminho será aberto

que não seja pela  mesma luz que ilimina eu, você

e todas as galáxias e todos os universos.

 

Todos os ventos da vida de cada dia

não apagam a luz da alma

que, em meio à escuridão dos tempos,

já sinaliza  a gruta 

na senda das  Grandes Estrelas.

 

 

 

 

 

 

 

(Imagem: Google)

 

 

 

 

 

 

Lúcia Constantino
Enviado por Lúcia Constantino em 05/12/2025
Alterado em 05/12/2025
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