REFÚGIO DA ALMA
Do tamanho do oceano
o canto da alma vazia se prolonga,
na curvatura da terra do sonho,
no colo do que adormece e desconhece
o que pertence à canção do infinito.
De repente é preciso um regresso às flores,
aos primeiros rostos,
à doçura da Ave-Maria ao anoitecer.
E aos momentos em que se guardou no peito
os sussurros da gruta de Belém,
e o caminho para a velha e fiel seara da luz sobre os lírios.
Refúgio das horas que assombram
quando ventos batem as portas
na cara das auroras do mundo.
D.A. Reservados
foto: Google