Poemas da Caminhada - Lúcia Constantino
O canto da alma é a única coisa que fica. E o que dele fizermos...
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O GRITO
Entre a sombra e a luz,
o grito.
Não é Munch.
É o sabiá. Canto? Não, grito.
Grita pelas nuvens da minha memória.
Grita pelos desapegos do meu coração.
Grita na noite, com a Maria Fumaça,
rompendo os tuneis das magicas lembranças da infância.
Tanta vida ali, printada no agrogrifo da alma,
onde o trigo um dia germinou,
onde o café se despejou na xícara
sobre a toalha alva e pura do amor.
Grito sobre o grito das eras das divindades perdidas,
quando  ecoavam respostas
do próprio altar da vida.





(D.A. reservados).
Lúcia Constantino
Enviado por Lúcia Constantino em 04/11/2025
Alterado em 04/11/2025
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