No silencio do teu inconsciente
(para D:: em oferenda)
Voce se cala.
Mas teu silêncio sempre está no tesouro de tuas falas.
O peso desmedido do teu legado
iluminado, amado,
sem ele eu não sentiria o porvir.
E quando voce se cala,
no silencio do teu inconsciente
eu sinto essa pressão demente
de te ver e ao mesmo tempo de partir.
Tu es a pequena luz de uma aurora distante
que o caminhante vislumbrou lá na frente
mas deixou sumir.
Voce cala todas as minhas falas
no silencio do teu ser
sem que eu precise te dizer
nada, nada,
e desse nada me renascer.
E distante desse raro pedaço do paraíso,
sobreviver.
Lúcia Constantino
Enviado por Lúcia Constantino em 13/10/2025