Poemas da Caminhada - Lúcia Constantino
O canto da alma é a única coisa que fica. E o que dele fizermos...
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O TEMPO DA PALAVRA SUBMERSA


É  inconstante, a obra.
É densa, vulnerável,
se esmaga contra nuvens.
Desce pelos vãos das noites de loucura
O olhar aceso sobre mares
e dunas.

É como uma escassez
o tempo  do "era uma vez"
nas ondas dos papéis
onde se banharam noites fiéis
às leis.

É como um  nome nascendo,
mas sobre outro chorando.
E uma  pincelada que espera
suas asas  
para se libertar andando.

Apenas letras no labirinto.
Carimbo da alma,  vivo.
E antigo.





















Lúcia Constantino
Enviado por Lúcia Constantino em 03/10/2025
Alterado em 03/10/2025
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