MANHÃ DE CINZAS
A cortina rasgada
a toalha sobre o vaso.
A música adormecida.
O que faço,
se o alecrim secou na bandeja da vida?
As flores bordadas são tão amigas
mas jazem sobre rendas esmaecidas
onde os altares são revisitados
pelas mesmas sombras antigas.
Nada nunca será como antes.
Nenhum livro fala de tudo
De tudo que cresce perfeito
e que morre no mundo.
Nenhuma flor avisa a hora
de levantar a mão e dizer o adeus
da esperança lutando
em cada passo da história.
Que pássaro voará o sonho da alma
de quem sente no peito
saudade de Deus e daqueles que ama?
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Nota: **** ausente por uns tempos****