Poemas da Caminhada - Lúcia Constantino
O canto da alma é a única coisa que fica. E o que dele fizermos...
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MANHÃ DE CINZAS

 

 

A cortina rasgada

a toalha sobre o vaso.

A música adormecida.

O que faço,

se o alecrim secou na bandeja da vida?

 

As flores bordadas são tão amigas

mas jazem sobre rendas esmaecidas

onde os altares são revisitados

pelas mesmas sombras antigas.

 

Nada nunca será como antes.

Nenhum livro  fala de tudo

De tudo que cresce perfeito

e que morre no mundo.

 

Nenhuma flor avisa a hora

de levantar a mão e dizer o adeus

da esperança lutando

em cada passo da história.

 

Que pássaro voará o sonho da alma

de quem  sente no peito

saudade de Deus e daqueles que ama?

 

 

 

 

 

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 Nota:  **** ausente por uns tempos****

 

 

 

 

 

 

 

Lúcia Constantino
Enviado por Lúcia Constantino em 13/09/2025
Alterado em 13/09/2025
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