Poemas da Caminhada - Lúcia Constantino
O canto da alma é a única coisa que fica. E o que dele fizermos...
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Nos mesmos campos plantamos,

nas mesmas páginas desenhamos,

os mesmos degraus subimos,

os mesmos degraus descemos.

Cremos e desconfiamos.

Rimos e padecemos.

Juntos e eternos.

 

O rosto que me habita é o teu espelho.

Minha glória profana é a tua glória

meu desespero é o teu desespero.

Minha esperança é sempre contigo,

que me concede o que não espero.

 

Amanheço te saudando no meio do meu caminho.

Aquele que me desvela

o que pedi e o que não pedi

nas quimeras que persigo.

 

Há quanto tempo te busco nos jardins do sol?

Na oração do trigo?

Há quanto tempo pergunto

aos olhos daquelas estrelas distantes

qual será o país do nosso último exílio?

 

 

 

 

Imagem: Google

 

 

Lúcia Constantino
Enviado por Lúcia Constantino em 24/08/2025
Alterado em 24/08/2025
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