Poemas da Caminhada - Lúcia Constantino
O canto da alma é a única coisa que fica. E o que dele fizermos...
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ARARUNA NO CORAÇÃO   

 

 

 

Um frio das cinco horas

bate na alma.

Mais forte quando dobram os sinos às seis.

Tanto tempo na memória,

o paraíso era uma vez...

 

Tão longe na areia fina, a menina

fazia desenhos do futuro.

Era tanta alegria na cestinha da alma,

aquele cheiro de rosa, de carambolas,

e cheiro de mãe, aquele  amor mais puro.

 

Araruna, que saudade! que saudade!

Pudesse eu fazer o tempo voltar

iria novamente voar

naquele trem encantado

onde planei  de Curitiba à Maringá.

 

Araruna, que saudade! que saudade!

O mudo me fez sonhar, rir  e chorar.

Tanto amor, tanta dor -- seria tudo inutilmente?

 

Araruna, ainda não sei.

E talvez nada aprendi,

a não ser te amar para sempre!

 

 

 

 

 

(Direitos autorais reservados)

Imagem:

Antiga Igreja Matriz de Araruna ,PR

e a atual." Histórias e Memórias de Araruna, PR

https://www.facebook.com/historiasememoriasdeararunapr

 

 

 

 

Lúcia Constantino
Enviado por Lúcia Constantino em 15/08/2025
Alterado em 16/08/2025
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