SINOS DO AMANHECER
Os sinos do amanhecer invadem minha alma.
Penetram na anti-matéria desses sonhos,
no éter desse coração
e lá se desdobram nos raios da aurora.
Numa língua estranha falam de um percurso misterioso
sob a égide das divindades que nos habitam.
Explicam o inexplicável,
o que ainda que, velado,
vive e respira como música eterna.
Ouço esses sinos que transmitem o levitar da esperança
sobre portais que terei que transpor
diante do meu Deus interior,
na espera mais sagrada de se despertar
ao que realmente nunca se deixou de ser
entre a sombra e a luz.