Poemas da Caminhada - Lúcia Constantino
O canto da alma é a única coisa que fica. E o que dele fizermos...
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JANELAS

 

 

 

Quantos espelhos  no éter modificados!

Destinos em viagens sem nenhuma certeza,

Pés que tocaram as nuvens  da natureza,

discursando na janela para águas paradas

vibrando na insanidade das incertezas.

 

Janelas sem cortinas nem flores,

o desespero, às vezes, levitando seu sono

na trajetória  de tantos açoites

em sonhos profundos e feridos

nessa terra adormecida dos homens.

 

Traçar nessa vidraça em penumbra

um rosto de rosa nas grandes chuvas,

com seus espinhos antepassados,

e  suas esperanças de sorrisos

 

Traçar a senda  de uma vida leve,

alicerçada pelo sonho redivivo.

Só  o verdadeiro amor é quem pode

entreabrir  as janelas do paraíso.

 

 

 

 

 

Imagem: Google

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lúcia Constantino
Enviado por Lúcia Constantino em 12/07/2025
Alterado em 12/07/2025
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