JANELAS
Quantos espelhos no éter modificados!
Destinos em viagens sem nenhuma certeza,
Pés que tocaram as nuvens da natureza,
discursando na janela para águas paradas
vibrando na insanidade das incertezas.
Janelas sem cortinas nem flores,
o desespero, às vezes, levitando seu sono
na trajetória de tantos açoites
em sonhos profundos e feridos
nessa terra adormecida dos homens.
Traçar nessa vidraça em penumbra
um rosto de rosa nas grandes chuvas,
com seus espinhos antepassados,
e suas esperanças de sorrisos
Traçar a senda de uma vida leve,
alicerçada pelo sonho redivivo.
Só o verdadeiro amor é quem pode
entreabrir as janelas do paraíso.
Imagem: Google