HOJE
Vejo seus rostos. Junto a mim, em minha alma.
Pedem que eu aprenda a licao da vida,
das luzes que vencem as trevas.
Mas eu quase sempre esqueço.
Eu sou uma multidão de faíscas dispersas
aqui e alí.
Sou a metade de uma outra que um dia esperava
a marcha da primavera, dos amanheceres.
O esboço de uma rosa,
a esperança suspensa na consciência.
Hoje há apenas uma invisivel luz
que lê e escreve sem destino.
Às vezes clarão e lágrima
quando parece haver um pincel e uma fábula
que me contam do azul aonde estás.
Foto: minha irmã Luizinha 1953-2021
(e sua cachorrinha Flor)